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Balada Mixta @ Heloisa Tolipan

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Coluna: #mixedfeelings #5

Todo mundo sabe que quem guarda sempre tem. No Natal, isso é especialmente verdade. Portanto, quem se guardou nas últimas Baladas Mixtas, como eu, pode começar a se preparar pra liberar geral. Agora que a Katylene é sócia, as surpresas dobraram (reza a lenda que ela vai fazer barraca do edy no banheiro lá de cima) e antecipa logo a festa junina.

E quem foi na Carla Perez Edition e guardou seus peitinhos já tem fantasia garantida de jesus luz. Quem não foi ou perdeu seus peitinhos pode se vestir de estrela dalva ou de três reis magos. ou de grego e ir de toga (amo essa palavra). Paula e Gil, responsáveis pela FUI! estão sempre MUITO montados (isso sem falar no Johnny Luxo) então não vamos decepcionar os convidados, hein?
Eu tentei roubar um apetrecho INCRÍVEL que o Zezé Araújo levou na última Fui! (até pra homenagear a Paula e o Gil) mas alguém me roubou (tudo bem também que tira meu karma) o troço antes de eu conseguir guardar e levar pra Balada Mixta. Prometo achar onde vende e levar na primeira do ano que vem.
Mas a verdade é que essa é a última Balada Mixta do ano, e o mais legal é que todo mundo que foi nas outras vai querer voltar, e aí a gente encontra os amigos de antes, os amigos que fizemos na Balada Mixta que migraram pra vida real e os casais que se formaram por lá (eu já sei de três) ou seja, alegria pura.
Porque essa é a época do ano pra comemorar o que deu certo, beber pra esquecer o que deu errado e pensar nas coisas boas que queremos no ano que vem. Pra nós mesmos e pros outros. Eu quero mesmo é que a Balada Mixta continue firme e forte e que se torne cada vez mais ponto de encontro pra galera que esquece que há maldade no mundo quando ouve “Bad Romance” da Lady Gaga e quer mais é acordar com ressaquinha gostosa na sexta feira.
Luciana Obniski está melosa com o fim de ano, ama os amigos da balada mixta e deseja feliz natal a todo mundo

Coluna: Konichiwa, bartender #6

Ai, Jesus.

Então, primeiro eu queria que vocês vissem uma foto:

Pois bem, viram quem está ali do lado esquerdo com cara de IDIOTA?

E digo mais: se você clica Jesus Luz no Google Images, uma das fotos que aparece É ESSA. E não, eu não sinto orgulho disso, mas achei legal dividir esse mico com vocês como presente de Natal.

Bom, agora vamos à vaca fria.

Não sei o que esperar de 2010, definitivamente, mas sei o que esperar dessa próxima Balada Mixta. Confesso que muitas coisas aconteceram nesse último mês, coisas que vocês não precisar ouvir (mas enfim, se quiserem, vá lá: um novo relacionamento, águas agitadas no coletivo de teatro que participo, mudanças no trabalho – físicas, mesmo). Só no agitinho. É por isso que eu, canalha que sou, faltei nas últimas duas Baladas Mixtas mesmo sendo colunista. O Pedro disfarça e finge que está tudo bem mas na verdade eu vejo rastros de ódio no olhar dele. Juro que na próxima vou me esforçar e, se não tiver uma enchente com uma árvore caindo na Rebouças e botes salva vidas cheios de homens bigodudos com óculos modelo aviador salvando crianças afogadas em Pinheiros, COMPAREÇO, sim, pra essa que é a ÚLTIMA BALADA MIXTA DO ANO.

E como disse que não sei o que esperar de 2010, pelo menos posso dizer o que eu gostaria que acontecesse, né? Então aqui começa a minha RETROSPECTIVA IDEAL DE 2010!

1. Em janeiro, Lady Gaga faz um show de graça no Brasil no Ibirapuera e ninguém fica sabendo além do povo que freqüenta a Balada Mixta, aí só a gente vai e se diverte pencas e depois ela fica nossa bróder e vai beber com a gente no Real, na esquina da Simão Álvares com a Cardeal.

2. Em fevereiro, todos os grandes anunciantes finalmente se convencem que a internet é o único meio que eles devem investir e todo mundo que trabalha com internet vira milionário – eu incluído.

3. Em março, tiro férias, viajo pro Japão e convenço o Pizzicato Five a fazer um revival na Balada Mixta – não sem antes conhecer um tio perdido muito rico dono da maior fabricante de saquês do mundo e ficar ainda mais milionário (e mais bêbado).

4. Em abril os cientistas descobrem um meio de trazer água da lua, o aquecimento global inexplicavelmente retrocede e o preconceito acaba – todo mundo respeita os homossexuais, quem está no armário sai do armário, quem é hétero pensa em experimentar – e quem é gay também pensa em experimentar algo hétero… Esse momento será conhecido como a segunda Revolução Sexual e a gente vive, de repente e novamente, os anos 60 e 70.

5. Em maio, mês das noivas, eu me caso (mesmo, de papel passado, porque o mundo já vai ter passado pela segunda Revolução Sexual) e a cerimônia acontece na Balada Mixta. Mais três casais de pessoas que se conheceram na Balada Mixta também se casam no mesmo dia.

6. Em junho Sandy decide que é do rock, vira uma louca insandecida e grava o melhor álbum nacional da década. Ela faz a festa de lançamento na Balada Mixta.

7. Em julho SP vê neve pela primeira vez, vive um pequeno caos mas tudo fica bem na última semana.

8. Em agosto cerca de 15 famosos morrem, como sempre acontece em agosto.

9. Em setembro Madonna e Angelina Jolie decidem assumir seu relacionamento amoroso e vão morar com seus 35 filhos no Brasil, mais especificamente em Trancoso. Domingos de Oliveira grava um filme com Angelina e participação especial de Madonna um filme tocante, muito poético, e faz um grande sucesso internacional que faz as pessoas se indagarem que, sim, talvez o Brasil seja o país de um futuro próximo e não de um futuro hipotético.

10. Em outubro descobrem alienígenas muito legais e muito parecidos com seres humanos. Todo mundo que ainda está solteiro e quer namorar encontra sua alma gêmea alienígena. E a primeira edição intergalática da Balada Mixta acontece, em uma lua de Júpiter.

11. Em novembro descobrem que Elvis não tinha morrido mesmo, e que ele morreu em outubro. Descobrem também que a civilização Maia era uma mentira e que o mundo não vai acabar em 2012. E descobrem Atlântida, e os avanços da ciência atlante (é assim que se fala?) ajudam a humanidade a descobrir a cura de todas as doenças, incluindo AIDS, gripe, câncer e, sei lá… Ebola?

12. Em dezembro a Xuxa vira a nova monja Cohen e prega a felicidade pra toda a nação. Ela vira uma personalidade de grande destaque mundial, o Brasil vira um pólo da felicidade eterna e, afinal, vira o país do presente.

Pulei a parte das eleições, né? Ai, gente, não faz pergunta difícil. 2010 vai ser tudo.

XOXO,

Jorge Wakabara é otimista e acha que 2009 foi tudo. E você?

Coluna: #mixedfeelings #4

Festa com foto é sempre mais legal. As da última Balada Mixta ficaram incríveis (pra quem não viu, clica aqui). O povo surta, e o resto fica se batendo de ódio de não ter estado lá. E deve ter muito mais foto legal da Balada Mixta por aí, porque eu vi várias pessoas com câmera lá. Que tal todo mundo deixar os links dos álbuns aqui nos comentários?

Na próxima (a penúltima do ano) só vai ser fotografado quem estiver com “fantasia” da inspiração da festa. Calma. Os musos são lindos e não vai ser difícil entrar no clima porque a próxima edição da Balada Mixta é GOSSIP GIRL Edition!!

Aí, pra facilitar, eu resolvi pinçar algumas coisas do estilo de alguns dos personagens principais pra todo mundo se inspirar. Lá vai:

pras meninas (e pras montadas):

Blair – tá sempre com tiaras e broches fofos, então minha dica pras morenas é caprichar nos adereços de cabeça (sim. coroa tá valendo) e cintura bem marcada com vestidos comportados.

Serena – No estilo dessa temporada dela reina o comprimento mini (vestidos ou saias ou shorts até) com botas ou meias acima do joelho. Eu acho MUITO fofo meia calça acima do joelho com ankle boot ou sandália abotinada.

Jenny – A mais rocker do seriado, perdeu um pouco a aura punk mas continua usando saia de tule, cabelo loiro BEM descolorido e maquiagem pesada. Arrasa.

pros meninos as dicas são:

Nate - tá mais soltinho ele, né? Pra copiar, faça sobreposição de camisa com cardigan meio larguinho, entreaberto (difícil vai ser aguentar o calor da mixta, então foca na peça DE BAIXO)

Chuck – AMO essa coisa dândi do chuck. e pago um drink pra quem for com lenço de seda amarrado por dentro da camisa e cabelo com gel.

e finalmente…

Dan - se joga na camisa de flanela (de novo, pensa no calor que vai fazer) e vai ser feliz!

Aliás, quero todo mundo feliz na pista de dança!!

Luciana Obniski é fã de Gossip Girl desde o primeiro capítulo e ainda não sabe se vai se inspirar em Serena ou Jenny.

Coluna: Konichiwa, bartender #5

Ela conquista meu coração quando remexe com a “Dança da Cordinha”, que a Juliana Brandão mandou avisar lá de BH que vai voltar com tudo ao lado da lambada.

E ela também é a mãe de Camille Vitória. Estou falando de Carla Perez, Carlinha, a musa dessa próxima edição da Balada Mixta.
Carla, pra quem não sabe, povoa meu imaginário pop muito mais do que a Cher e a Donna Summer juntas. Isso porque, além de ter assistido muito Gugu e Domingão do Faustão, ela é a protagonista de “Cinderela Baiana”, big hit da filmografia trash da minha vida… Tanto é que eu TENHO UMA CÓPIA EM VHS!
Seleção?

 

Já devo ter assistido essa pérola da cinematografia nacional umas 15 vezes. Você nunca assistiu? Vou dar alguns motivos pra você procurar o torrent da preciosidade imediatamente. Vai lá:

1. Carlinha faz o papel de… Carlinha!

2. Carlinha pequena consegue roubar as atenções e os trocados dos pivetes que ficam tampando buraco com terra nas estradas baianas… dançando axé, claro.
3. Lázaro Ramos e a pior interpretação da sua vida.
4. Lázaro Ramos E Alexandre Pires na mesma cena.
5. Lázaro Ramos E Alexandre Pires na mesma cena, e é uma cena de ação meio Trapalhões.

Enquanto umas vão pr’A Fazenda, outras tomam o
mundo de assalto sendo tema da Balada Mixta

6. Tem uma cena maravilhosa que Carlinha dá um beijo na bochecha de Alexandre - e ele desmaia!
7. Na cena de “transformação” de Carla em uma “grande estrela”, eles vão numa BUTIQUE teoricamente muito chique. Se não estou enganado, o local tem AZULEJO no chão, mais feio que o da minha casa!
8. O vilão é tipo um escândalo, acho que ele usa Neon falsificado.
9. Tem uma cena com orixás que ninguém entendeu porque foi incluída ali no meio. Acho que nem o diretor entendeu.
10. A baiana que vende acarajé, que é a melhor atriz do filme inteiro, fica espantada com o sucesso de sua barraquinha depois que Carlinha dá um show de requebrado ali do lado e diz: “Mas essa baianinha parece uma Cinderela. Será que é um anjo que veio iluminar a minha vida?” Er.
11. E o clássico dos clássicos: o fim. Cuidado, spoiler, não aperte o play se não quiser ver o final!!!
Jorge Wakabara gosta da Scheila Carvalho e não curte a Sheila Mello

Coluna: Konichiwa, bartender #4

jorgeE quando a gente sabe que não vai numa Balada Mixta?

Pois é o caso. O colunista que vos fala faltará pela primeira vez no culto porque está trabalhando – na quinta, estarei em BH cobrindo Minas Trend Preview e aproveitando pra acompanhar o Eletronika, festival de música da cidade que vai ser bem legal, tem Anoraak no line-up e tudo!

Mas aí é com tristeza que digo que não vou. E pensando num tema pra coluna de hoje, uma vez que estou em Brasília (vou direto da capital federal pra BH) me preparando pra ir numa festa de Halloween (essa coluna foi escrita no domingo) de oncismo (consiste em uma máscara de onça mais macacão e bota pretos), pensei… por que não falar de Brasília? Dessa noite brasiliense lhinda?

Sei muito mais do passado da noite de Brasília do que do presente. E vou comentar os 4 lugares onde a Balada Mixta poderia acontecer por aqui:

1) Landscape: o seu, o meu, o nosso. Foi no Landscape que aconteceu o histórico show brasiliense d’Os Princesa em que nada deu certo e tudo deu certo, e que eu quebrei uma pia – desculpa, donos do Landscape, juro que não estava com aditivos químicos nem tive um acesso de fúria, foi sem querer. Foi no Landscape também que eu fiz a minha maior jogada de marketing: me joguei no chão. Literalmente. Tenho uma técnica pra cair – mas o meu condicionamento físico não é mais o mesmo, então não me peça pra fazer de novo. Lembro bem que um das vezes que caí no Landscape a Isabela, irmã da Fernanda Ferrugem, me perguntou enquanto eu ainda estava deitado: “Você desmaiou ou é uma performance?”. Ela não deve se lembrar, mas eu lembro.

2) Gates: onde acontecia (acontece?) a famosa Quarta Vinil, que só toca vinil. Não me lembro bem o que aconteceu lá, mas eu caí por lá também. E recordo vagamente de ter feito amizade com alguém que nunca mais vi na vida.

3) Dulcina: puta que pariu. Esse teatro desativado é uma balada gigantesca. É como se pegassem a batcaverna da Vila Madalena e colocassem um teto nela inteira e dissessem: “Isso é um teatro desativado, vamos fazer balada aí dentro”. Tipo, você entra, tem uma pista, aí tem um corredorzão, aí outro, aí outro, aí outro, e até você chegar no fim você está em Lousiana. Ou Luziânia. Enfim. Foi lá que eu fui falar com a MariMoon e ela me ignorou. Mas tudo bem, tinha um monte de gente falando mal dela na pista, e não de mim. Sabe que ela até que toca bem?

galleria4) Galleria. Now you’re talking my language. É lá que eu vou hoje. Já me contaram que tem rato correndo na pista. E que ampliaram – pegaram um puteiro que tinha na frente e estenderam. “Agora tem até piso!”. O Galleria é uma mistura de todas as baladas underground de SP com o charme de ficar no Conic, bem no centro deteriorado de Brasília, perto de onde tem traveco. O João Marcelo já foi uma vez pra lá e bem diloko passou no meio dos travecos porque desceu do táxi do lado errado. Vai daí que…

Brasilienses: contratem a Balada Mixta. E tem que ser o pacote – leva a turma.

Jorge Wakabara adora Brasília, Oscar Niemeyer e Legião Urbana. Mesmo.

Coluna: #mixedfeelings #3

lu_obiniski1Semana que tem muita coisa pra fazer, que nem essa, é quando dá pra perceber quais baladas são as mais queridas do povo. Agora, pra saber mesmo se uma balada “pegou”, tem que ser em dia de chuva.

A Balada Mixta teve sua última edição molhada (de chuva, porque molhadas todas são) nessa última quinta (aliás, não parou de chover desde então, né?).  E não deixou a desejar. Uma parte da galera foi embora porque fila na chuva não é fácil, todos sabemos, mas as 300 pessoas que entraram se acabaram na pista (ouvi dizer, eu tava em semana de fechamento e não fui!).

É que a Balada Mixta sempre tem coisa nova, né?? E o karaokê no andar de cima? Quando a Katylene não tava lá dominando a história (hehe), teve bons momentos e o andar de cima ficou cheio. E a pista tinha cheirinho especial, quem sentiu? Ouvi dizer que a porção afrodisíaca do aroma surtiu efeito na galera.

Isso tudo pra dizer que o legal mesmo da Balada Mixta é ir em todas as edições, pra colecionar histórias. Senão você periga perder AQUELA edição histórica, que todo mundo vai comentar, e você com raiva de não ter ido. Como nessa semana vai ser difícil descansar, o jeito é economizar no fim de semana pra não perder a próxima Balada Mixta, que já tem novidades desde agora (mas dessa vez eu não posso contar…)

Luciana Obniski encurtou a coluna dessa semana em protesto por não ter ido na última Balada Mixta.

Coluna: Konichiwa, bartender #3

jorgeUma verdadeira balada bacana, que foi feita pra durar e pra gente contar histórias sobre ela depois, tem música boa, bebida, gente bacana… e personagens. Sabia?

Na época em que eu frequentava o Grind, por exemplo, tinha vários personagens. Tinha a menina louca que não lembro o nome – Gutierrez deve lembrar – que fazia um semi-strip-tease no palquinho toda vez que tocava ‘Vogue’. Levantava o vestido e tudo, pagava calcinha, enfim. Tinha também a Natália, uma menina que pintava o olho bem de preto – ela tinha uma amiga bee cabeluda que ficava correndo atrás dela a noite inteira gritando “NATÁLIA! NATÁLIA!”. Foi assim que a gente ficou sabendo o nome dela. A Natália era bem doidinha, alguém sabe por onde ela anda? E teve o cara que era do teatro que a gente perguntou: “Cê é DO TEATRO?” e ele respondeu “Sou do teatro da vida, por quê?” HAHAHA Resposta maravilhosa, né?

Dentro de mim, queria muito que o Vitor Fasano fake que foi na Beyonça Edition da Balada Mixta fosse um dos personagens da nossa baladinha quinzenal, mas ele não apareceu na última. Só que teve um rapaz que apareceu, e que a gente já tinha ficado chocado com ele na edição #0 porque ele dançava horrores e fazia PONTE no meio da música. Isso mesmo, PONTE, aquela que você encosta a mão no chão que fica às suas costas. A gente chamava ele de Mini Lu Ramos porque ele dança pencas que nem o Lu, mas eis que descobrimos que ele tem nome, sobrenome, apelido próprio e disse que tava “Bélgica” quando eu pedi pra entrevistá-lo. Com vocês… Rafael Bacarolo, o primeiro personagem da Balada Mixta!

Ficha técnica:
21 anos
Estuda Letras, Português-Francês, mas quer moda desde pequeno e faz croquis.
É Libra com ascendente em Touro – segundo ele, duplamente regido por Vênus, portanto supersexual.
A sua primeira coleção quando for estilista pode ser inspirada em Gaudí. Ele planeja viajar pra Barcelona.
E se nele não fosse ele, seria… uma Helena do Maneco!

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Você aprendeu a dançar tipo autodidata ou já fez aula de alguma coisa?
Sim, sou autoditada. Em puta&viado! Mas o requebrado eu aprendi em casa, minha mãe desde menina dançava na casa dela, aquelas festas do interior, e música Disco… Samba aprendi com ela e deixo muita mulata no chão!

Qual é a melhor música pra dançar hoje na sua opinião?
Então, a música que eu mais amo dançar é ‘Diva’, que dificilmente toca nas baladas por ser muito black e por ‘Single Ladies’ ser mania mundial. Se fosse DJ, Diva seria a minha marca. Brinco sempre que, quando toca, no outro dia é “só no dorflex, só no dorflex”.

Conta um momento que você gosta de lembrar das Baladas Mixtas anteriores!
Acho que lembro com mais carinho da primeira. Cheguei com uma calça de cintura alta toda de azulejo do Sommer e minha marca pessoal, o óculos Marc Jacobs vermelho. Foi só começar as músicas e eu a dançar que já me senti em casa. Sou alto, magro, chamo atenção pelas roupas que uso: minishort, legging etc., e quando comecei a dançar foi um estado de prazer indescritível. Já na última Balada Mixta aconteceu uma coisa muito engraçada: simulei sexo na mesa ao lado dos DJs ao som de ’3′, da Britney. Ficou na memória porque simulei com uma MULHER!

Tem um apelido? A gente te chama de mini Lu Ramos porque você dança loucamente que nem ele, mas seria melhor a gente saber o seu apelido real. haha

Que fofo. Digo que Lu é meu pai, sem ele saber, pois ele ganhou a primeira Batalha de Dança do Glória e ele e a Jana foram jurados quando ganhei a 3ª. Eu e o Lu sentimos a música, é esse o ponto… Se quiser AHAZAR na balada, sinta a música! Sinta ela dentro de você e com um pouco de vodka você dançará! Quanto ao apelido: sou conhecido como Rafael Bacarolo, o Bacarolo é sobrenome da minha bisa que adotei como homenagem, desde os 15. Então às vezes sai Bacarolo, Boca de rola, RB… Na USP é queen, deeva, puta, Rafa Puta, só não me chame de Berenice que eu não atendo, o resto OK… Tem algum apelido para mim?!
Bom, Bacarolo, vou te chamar de Baca porque é mais curto, mais prático e fica mais íntimo! Bjs, até quinta – Katylene xpecial edixiooon! E o Mauro Borges, gente? Saudades de ver aquela dancinha!! Cês já viram? Imperdível!

Jorge Wakabara adora fazer entrevistas e também se esfregou com uma mulher na última Balada Mixta.

Coluna: #mixedfeelings #2

lu_obiniski1Expectativa pode ser uma coisa ruim. Na verdade, é mais ruim que bom. E eu realmente achava isso mesmo, até a última Balada Mixta. Aí que eu fui conversar com a Ju Muñoz, do D.U.I., que é uma FOFA querida (a Gabi Pacheco eu não vou nem comentar… enfim, as duas são BAFO e arrasaram nas picapes) e ela tava super contente mesmo antes de tocar, com a fila da balada. Disse que fazia tempo que não via uma fila tão grande (e gente tão disposta a ficar na fila) e que tava mais empolgada ainda pra tocar.

Aí eu fiquei pensando que aquilo era realmente verdade. Ninguém tava muito incomodado com a fila até porque, apesar de grande, não tava demorando muito, e uma outra amiga, que tinha pegado fila, me explicou. “Além de não demorar muito, a gente sabe que vai valer a pena quando entrar aqui”. A tal expectativa. Do lado de cá, a Ju Muñoz comentava toda feliz que tinha passado a semana pesquisando trasheiras pop pra “surpreender” a galera. E definiu “porque legal mesmo é ouvir aquela música que você não ouve há décadas mas quando começa a tocar você sabe a letra inteira”. Outra expectativa, de aceitação do público.

Podia ter dado errado. Muito errado. As vezes você prepara uma música, pensa num set, e não rola. O público não curte, o DJ perde o timing, o povo fica pedindo outras músicas pro DJ. Daí uma hora a Ju apostou com a Gabi que o povo ia pirar com a música “Sexy Eyes”. Quem tava lá sabe quem ganhou a aposta…

E eu achei bem bom que na Balada Mixta pode ir todo mundo com expectativa. Os DJs, que certa música vai bombar, e o público, de achar que a balada vai ser incrível. Porque mesmo com expectativa todo mundo volta pra casa mais feliz do que esperava.

Luciana Obniski está tentando se livrar das expectativas. A Balada Mixta NÃO está ajudando…

Coluna: Konichiwa, bartender #2

jorgeBom, se vocês repararem no próximo line-up da Balada Mixta perceberão que sim, esse colunista que vos fala também toca. Afinal, quem hoje em dia não é DJ, né, minha gente?

Mas saibam que não sou tão novo assim nesse FRILA. A primeira vez que eu toquei acho que foi lá por 2001 (sim, faz 8 anos) no Matrix. Oi? No Matrix? É, então, tinha uma noite de quarta-feira no Matrix que se chamava Spooning Good Singing Gum, eu era host (OI??) e às vezes tocava – devo ter tocado uma ou duas vezes.

Era legal porque tinha VINIL e em algum ponto obscuro da minha lembrança eu TOQUEI VINIL (OI???) porque tinha uma música que eu só tinha em vinil e aliás nunca encontrei em MP3 até hoje (chama-se “Sábado que vem” e é de uma tal de Brenda, se alguém tiver digaí porfavor). Depois disso eu tive uma noite com o Gutierrez que se chamava Dramática no Stardust e depois tocava com a Talita em lugares estranhos como o Riviera e o Nanquim – CARACA, LEMBRA DO NANQUIM?! Aí foi perdendo a graça tocar e fui parando, parando…

Mas me lembro muito bem do manual de etiqueta de como lidar com um DJ. Ah, sim. Portanto…

MANUEL DE ETIQUETA COMO LIDAR COM UM DJ!

1. Não tente conversar sobre seus problemas pessoais com o DJ enquanto ele está tocando. Não que ele não possa conversar de jeito nenhum – ele pode, mas está mais concentrado em outra coisa, se é que você não percebeu.

2. Não peça aquela música incrível pro DJ. Existe a velha máxima que diz: DJ não é jukebox. Não é mesmo. Na maioria das vezes, se você está achando o som chato, você está na balada errada ou está precisando beber mais. Ainda mais quando o DJ é o DJ residente. Ele sabe muito bem o que está fazendo, viu? Você que não sabe!

3. Mas se você está achando o som chatíssimo mesmo, vale ficar olhando fixamente pro DJ e, quando seus olhos se cruzarem, fazer uma carinha fofa e um gesto do tipo “pula pra próxima?”. Comigo sempre funcionou. Mesmo porque se estiver chatíssimo, ele também percebeu isso.

4. O DJ adora quando você dança perto dele. Mas ele ODEIA quando você esbarra no equipamento. Portanto, stay close but DON’T GET CLOSER! hahaha

5. Dançar na cabine é legal mas cuidado pra não atrapalhar o DJ. Se você está muito bêbado, dançar na cabine NÃO É LEGAL!

gagaparisJá que todo mundo é DJ, néam…

6. É de bom tom deixar o DJ passar na frente na fila do banheiro enquanto ele está tocando e bate aquela vontade de “pera xixi”. Se ele for educado, não vai pedir. Mas se você também for educado, vai oferecer. Ofereça, é fofo e aí você ganha créditos e, quem sabe, ele pode se transformar em jukebox por alguns minutos e tocar a música que você quer muito ouvir. E pode ter certeza que ele vai ser rápido! hahaha

7. O item acima também vale pro balcão do bar. Ou você pode se oferecer pra pegar uma bebida pra ele enquanto ele está tocando.

8. Oferecer bebida do nada também é bom. Mas ofereça o que você já reparou que ele está tomando, pode ser que ele não queira misturar principalmente porque está tocando e não é legal tocar caindo de bêbado. É um jeito de dizer “tô curtindo tanto o seu som que até reparei no que você está bebendo” hahaha

9. Você mexeria nos instrumentos de um cirurgião enquanto ele faz uma cirurgia? Então por que está mexendo nos meus CDs? Tira a mão, por favor? Obrigado.

10. Não, a cabine NÃO É guarda-volumes. Quem deixa as coisas na cabine são os DJs e os amigos muito próximos dos DJs. E os colunistas. E os peguetes. Enfim, como você pode perceber, já é muita gente que deixa as coisas lá. Simancol: deixe a sua mochila em casa, você não precisa levá-la pra balada mesmo, né? E se levou, se vira.

E não se esqueça: nada de palitar os dentes. Nem na cabine, nem na pista, nem em lugar nenhum.

Jorge Wakabara já trabalhou com Gloria Kalil e teoricamente sabe do que está falando. Teoricamente.


Balada Mixta

Mensalmente no Estúdio Emme (Pedroso de Morais, 1036, Pinheiros). MUITA música POP! Mande seu nome para a lista amiga (R$ 25) e venha se jogar na pista com Katylene, Pedro Beck, Pomada e seus convidados: baladamixta@gmail.com

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