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Coluna: #mixedfeelings #2

lu_obiniski1Expectativa pode ser uma coisa ruim. Na verdade, é mais ruim que bom. E eu realmente achava isso mesmo, até a última Balada Mixta. Aí que eu fui conversar com a Ju Muñoz, do D.U.I., que é uma FOFA querida (a Gabi Pacheco eu não vou nem comentar… enfim, as duas são BAFO e arrasaram nas picapes) e ela tava super contente mesmo antes de tocar, com a fila da balada. Disse que fazia tempo que não via uma fila tão grande (e gente tão disposta a ficar na fila) e que tava mais empolgada ainda pra tocar.

Aí eu fiquei pensando que aquilo era realmente verdade. Ninguém tava muito incomodado com a fila até porque, apesar de grande, não tava demorando muito, e uma outra amiga, que tinha pegado fila, me explicou. “Além de não demorar muito, a gente sabe que vai valer a pena quando entrar aqui”. A tal expectativa. Do lado de cá, a Ju Muñoz comentava toda feliz que tinha passado a semana pesquisando trasheiras pop pra “surpreender” a galera. E definiu “porque legal mesmo é ouvir aquela música que você não ouve há décadas mas quando começa a tocar você sabe a letra inteira”. Outra expectativa, de aceitação do público.

Podia ter dado errado. Muito errado. As vezes você prepara uma música, pensa num set, e não rola. O público não curte, o DJ perde o timing, o povo fica pedindo outras músicas pro DJ. Daí uma hora a Ju apostou com a Gabi que o povo ia pirar com a música “Sexy Eyes”. Quem tava lá sabe quem ganhou a aposta…

E eu achei bem bom que na Balada Mixta pode ir todo mundo com expectativa. Os DJs, que certa música vai bombar, e o público, de achar que a balada vai ser incrível. Porque mesmo com expectativa todo mundo volta pra casa mais feliz do que esperava.

Luciana Obniski está tentando se livrar das expectativas. A Balada Mixta NÃO está ajudando…

Coluna: Konichiwa, bartender #0

jorgeOi, primeira coluna, né? Quando rolou o convite de escrever aqui fiquei meio assim porque não sabia do que falar. O Pedro me disse que podia falar do que quisesse – mas é esse problema, quando a redação é tema livre tem tudo pra sair uma merda. E enfim, a primeira Balada Mixta nem aconteceu, não sabemos a carinha dela – a promessa é de coisas boas! – mas não tinha referencial nenhum além desses três:

– O Pedro Beck, mas não queria falar do Pedro Beck, já basta ele ser leonino;
– A Katylene, mas não queria falar da Katylene, já basta ela ser taurina e tatuada;
– e a Funhouse em si – qual será o signo da Funhouse?

Aí então o tema dessa primeira coluna é a Funhouse, e o tema das próximas colunas pode vir da própria Balada Mixta (coisas que vi, que ouvi, que pensei por lá) ou das atrações. Combinado?

Bom, a Funhouse é um lugar muito importante pra mim. Sei que a “publicidade” Balada Mixta procura afastar a imagem rocker da Funhouse pra assumir um lado mais pop, mas a verdade é que sempre me atraí pela Funhouse (que a gente chama carinhosamente de fãnhózi) por causa do lado rocker dela. Era o local onde eu ia ouvir Pixies de quinta-feira pra aparecer ressacado no dia seguinte no trabalho. Viu? Algumas coisas não mudam! É isso que a gente vai fazer no dia 11!

Bom, existiram pra mim três fases da Funhouse (deve ser diferente pra cada um, tô falando do meu caso específico). Na primeira a gente ia, dançava músicas de bandas que a gente desconhecia – Da Escócia? Da Islândia? – e cometia delitos do tipo levar um gravador de fita pra balada e fingir que era repórter de uma rádio. Eu e Ana Laura já entrevistamos algumas pessoas na Funhouse. Sério. Nem sei onde está essa fita. Na época, que me lembre, não existia nas imediações nem Exquisito, nem Leblon, nem Geni, nem nada.

Na segunda fase nós (Ana Laura, Bia Bonduki e eu) tínhamos uma banda, Os Princesa, e o show da Funhouse foi um dos melhores que a gente já fez. Nós abrimos pro Bonde das Impostora – foi isso? Eu estava muito bêbado, não lembro direito. Sei que quase entrei em coma alcoólico no palco antes do show começar e escondi uma cerveja de mim mesmo atrás do retorno, depois reencontrei a cerveja no meio do show, depois apareceu uma menina com o cabelo enoooorme e um casaco de pelos enooooorme que simulou sexo oral em mim, depois ela estava do meu lado no palco (?). Depois a gente descobriu que ela se chamava Miki e era americana – ela virou nossa amiga. Dizem que nós estávamos ótimos no show – não me lembro de quase nada, como vocês podem perceber. Até hoje tem gente que chega e pergunta: você não era de uma banda que fez show na Funhouse? Bom, melhor eles lembrarem de um dos melhores shows.

66170978_0254c71099_oEu, Jorge Wakabara em versão irreconhecível

A terceira fase é a que eu dava umas escapadas pra Funhouse escondido de todo mundo com a Monayna (que não tem Twitter). A gente ia – na quinta-feira! – pra OUVIR PIXIES. Não íamos pra paquerar, nem pra conversar. Ficávamos dançando e bebendo caipirinha – e de algum jeito aquele chão xadrez aquecia os nossos coraçõezinhos saudosos de baladas que tocavam Pixies… e bandas desconhecidas da Escócia e da Islândia.

Bom, o mundo gira. Tem também a quarta fase, de agora, que a gente vai pra Funhouse e pode ouvir Lady Gaga – sacrilégio ou novos tempos?

Acho que a Funhouse é geminiana.

Jorge Wakabara é jornalista e te ama.


Balada Mixta

Mensalmente no Estúdio Emme (Pedroso de Morais, 1036, Pinheiros). MUITA música POP! Mande seu nome para a lista amiga (R$ 25) e venha se jogar na pista com Katylene, Pedro Beck, Pomada e seus convidados: baladamixta@gmail.com