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Balada Mixta – Shakira Edition – 05/11

Vamos começar essa brincadeira gostosa?

Passada a ressaca pós-feriado, é hora de entrar em novembro com o pé direito. A Balada Mixta Shakira Edition, esta quinta-feira, ensina como!

Após o furacão que passou em São Paulo chamado Katylene Edition, demos folga pra nossa residente mensal, mas fizemos um line-up tão bapho que eu duvido que você não encontre a própria Katylene fervendo, dessa vez, na pixta!

O esquema dos residentes você já conhece, néam? O Pedro Beck abre a pixta com muito pop 80’s e 90’s e o Poms fecha a balada no mesmo esquema. E os convidados?

O primeiro deles é o Goos, nossa super amiga querida. Quem é da noite com certeza conhece o Goos. Sujeito alto, lindo, gostoso (e solteiro!) e que quando vira DJ, acaba com a pista! O Goos já tocou em noites bapho-loucas da cidade como a Vai! e a Grind. Vimos o set do Goos outro dia na Popfellas, balada de pop lá no Vegas comandada pelo Lucio Ribeiro e, oh beesha… quem viver verá.

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Depois, uma das primeiras-damas da Balada Mixta, a Jana Rosa, faz seu debut nas picapes da festa ao lado da nossa querida correspondente internacional, a famosa Ivo Sangalo. A Ivo, recém-chegada de Berlim, tem um blog super babado, o Vodca Barata, onde conta tudo sobre seu escapismo pelas OUROPA (Inxalá!). A Jana é a autora do Agora Que Sou Rica, blog super festejado sobre moda e comportamento – ou (des)comportamento, depende da sua capacidade de detectar um bom sarcasmo.

E a terceira atração? Alisson Gothz! Se existe alguém no mundo da noite e das baladas que não conheça Alisson Gothz, vai aqui uma colinha: o Alisson é uma estrela da montação e da história da noite paulistana! Mais do que hostess, mais do que performer, mais do que DJ, Gothz é uma diva, uma referência. Ter o cara nas picapes da Balada Mixta é uma honra. Já estamos ansioso pra ver qual será a montação escolhida pra Mixta! Será que ele vem de Shakira das gay?

Line up:

DJs Residentes
Pedro Beck
Poms (Funhell)

DJs Convidados
Goos
Alisson Gothz (Alôca)
Ivo Sangalo (Vodca Barata)
Jana Rosa (Agora Que Sou Rica)

Esse é o line-up de nossa quinta (!) edição!

A lista amiga (R$ 10) já está aberta: baladamixta@gmail.com

Toda essa loucurinha acontece nessa quinta-feira, dia 05! Se joga com a gente?

Confirme sua presença AQUI.

Balada Mixta @ Funhouse
Rua Bela Cintra, 567
Dia 05/11 a partir das 23h
R$ 15 na porta ou R$ 10 com nome na lista

Coluna: Konichiwa, bartender #3

jorgeUma verdadeira balada bacana, que foi feita pra durar e pra gente contar histórias sobre ela depois, tem música boa, bebida, gente bacana… e personagens. Sabia?

Na época em que eu frequentava o Grind, por exemplo, tinha vários personagens. Tinha a menina louca que não lembro o nome – Gutierrez deve lembrar – que fazia um semi-strip-tease no palquinho toda vez que tocava ‘Vogue’. Levantava o vestido e tudo, pagava calcinha, enfim. Tinha também a Natália, uma menina que pintava o olho bem de preto – ela tinha uma amiga bee cabeluda que ficava correndo atrás dela a noite inteira gritando “NATÁLIA! NATÁLIA!”. Foi assim que a gente ficou sabendo o nome dela. A Natália era bem doidinha, alguém sabe por onde ela anda? E teve o cara que era do teatro que a gente perguntou: “Cê é DO TEATRO?” e ele respondeu “Sou do teatro da vida, por quê?” HAHAHA Resposta maravilhosa, né?

Dentro de mim, queria muito que o Vitor Fasano fake que foi na Beyonça Edition da Balada Mixta fosse um dos personagens da nossa baladinha quinzenal, mas ele não apareceu na última. Só que teve um rapaz que apareceu, e que a gente já tinha ficado chocado com ele na edição #0 porque ele dançava horrores e fazia PONTE no meio da música. Isso mesmo, PONTE, aquela que você encosta a mão no chão que fica às suas costas. A gente chamava ele de Mini Lu Ramos porque ele dança pencas que nem o Lu, mas eis que descobrimos que ele tem nome, sobrenome, apelido próprio e disse que tava “Bélgica” quando eu pedi pra entrevistá-lo. Com vocês… Rafael Bacarolo, o primeiro personagem da Balada Mixta!

Ficha técnica:
21 anos
Estuda Letras, Português-Francês, mas quer moda desde pequeno e faz croquis.
É Libra com ascendente em Touro – segundo ele, duplamente regido por Vênus, portanto supersexual.
A sua primeira coleção quando for estilista pode ser inspirada em Gaudí. Ele planeja viajar pra Barcelona.
E se nele não fosse ele, seria… uma Helena do Maneco!

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Você aprendeu a dançar tipo autodidata ou já fez aula de alguma coisa?
Sim, sou autoditada. Em puta&viado! Mas o requebrado eu aprendi em casa, minha mãe desde menina dançava na casa dela, aquelas festas do interior, e música Disco… Samba aprendi com ela e deixo muita mulata no chão!

Qual é a melhor música pra dançar hoje na sua opinião?
Então, a música que eu mais amo dançar é ‘Diva’, que dificilmente toca nas baladas por ser muito black e por ‘Single Ladies’ ser mania mundial. Se fosse DJ, Diva seria a minha marca. Brinco sempre que, quando toca, no outro dia é “só no dorflex, só no dorflex”.

Conta um momento que você gosta de lembrar das Baladas Mixtas anteriores!
Acho que lembro com mais carinho da primeira. Cheguei com uma calça de cintura alta toda de azulejo do Sommer e minha marca pessoal, o óculos Marc Jacobs vermelho. Foi só começar as músicas e eu a dançar que já me senti em casa. Sou alto, magro, chamo atenção pelas roupas que uso: minishort, legging etc., e quando comecei a dançar foi um estado de prazer indescritível. Já na última Balada Mixta aconteceu uma coisa muito engraçada: simulei sexo na mesa ao lado dos DJs ao som de ‘3’, da Britney. Ficou na memória porque simulei com uma MULHER!

Tem um apelido? A gente te chama de mini Lu Ramos porque você dança loucamente que nem ele, mas seria melhor a gente saber o seu apelido real. haha

Que fofo. Digo que Lu é meu pai, sem ele saber, pois ele ganhou a primeira Batalha de Dança do Glória e ele e a Jana foram jurados quando ganhei a 3ª. Eu e o Lu sentimos a música, é esse o ponto… Se quiser AHAZAR na balada, sinta a música! Sinta ela dentro de você e com um pouco de vodka você dançará! Quanto ao apelido: sou conhecido como Rafael Bacarolo, o Bacarolo é sobrenome da minha bisa que adotei como homenagem, desde os 15. Então às vezes sai Bacarolo, Boca de rola, RB… Na USP é queen, deeva, puta, Rafa Puta, só não me chame de Berenice que eu não atendo, o resto OK… Tem algum apelido para mim?!
Bom, Bacarolo, vou te chamar de Baca porque é mais curto, mais prático e fica mais íntimo! Bjs, até quinta – Katylene xpecial edixiooon! E o Mauro Borges, gente? Saudades de ver aquela dancinha!! Cês já viram? Imperdível!

Jorge Wakabara adora fazer entrevistas e também se esfregou com uma mulher na última Balada Mixta.

Coluna: Konichiwa, bartender #1

jorgeA Jana tem uma tática muito boa quando ela toca – que alguns podem chamar de “apelou-perdeu”, mas que atire o primeiro CD-R quem nunca tocou Madonna quando a pista ficou meio miada. Ela geralmente faz uma seqüência matadora de Lady GagaRihannaKylieBeyoncé, não exatamente nessa ordem. É inevitável que as beeshas estejam gritando e se descabelando na pista quando começa a quarta música.

Lady Gaga é a exótica, Rihanna é bem novinha ainda e Kylie não me convence cantando musiquinhas de amor e pegação com a idade que tem. Agora, e Beyonça? Qual o segredo dessa mulher que consegue ser um pouco exótica, ultrapopular, diva e bróder da galera? A Beyonça é o tema da Balada Mixta #1, e a gente vai tentar desvendá-la nessa coluna.

Começo

Pra começo de conversa, Beyonça tem a minha idade! Nasceu em 1981 e o seu nome inteiro é, pasmem, Beyoncé Giselle Knowles. Cafoninha, né? Mas um cafona do bem, a gente gosta! Pra relembrar: ela fez sucesso mundial primeiro com o Destiny’s Child. Lembra de “Bills, bills, bills“? Na minha opinião, a música entrou imediatamente no imaginário das gay porque 1) engrossava o coro de “eu pago as minhas contas, ninguém manda em mim” 2) gente, falar “bill” em uma música já é dar pinta, agora falar “bill” três vezes no refrão?!

Várias outras músicas do Destiny’s Child eram do tipo “sou dona do meu próprio nariz, sou gostosa, sou fodona”. E Beyonça sempre se destacou no trio: a mais bonita, a que cantava melhor. E daí pra uma carreira solo… um pulinho, né?

Perigosa…

Em Crazy in Love, todo mundo assistiu chocado a Beyoncé se jogar no chão de shortinho e salto vermelho. Ela ficou louca! E aí a gente percebeu que aquele arzinho cafona do Destiny’s Child talvez era simpático, talvez era do bem… Ela também usava um vestido todo moderno de cabelo meio geométrico, um casaco de pele com body por baixo e um brincão que devia ser mais pesado que um filhote de raposa e por aí vai. Diva moderna. E a música é tão empolgante que a gente acha que tá meio doido de amor quando escuta. Foda. Do mesmo disco, Dangerously in Love, o clipe de Baby Boy traz a Bee (tem coisa melhor que uma cantora cujo apelido é BEE?) baixando o santo e espalhando areia pra tudo quanto é lado. #PombaGiraFeelings

Insubstituível?

Como nada é perfeito, o segundo disco não era tão cheio de hits quanto o primeiro. Não tinha nenhuma Crazy in Love. Tudo bem. Tinha Irreplaceable, que pra mim é a música do disco, e é muito mais madura do que as da época do Destiny’s Child – tipo, não é simplesmente “sou fodona” mas é um toque do tipo “você não é insubstituível”. E posso ouvir no jeito que Beyonça canta, nas entrelinhas, que nem ela é… nem ninguém. Nem mesmo ela mesma.

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Fudeu: a segunda Crazy in Love

Muita gente já tinha percebido que o modelo de diva que Beyoncé assumia era diferente do que a gente estava acostumado do meio dos anos 90 pra cá. Bee não era delicada (e chata) como a Celine Dion, não era teen que nem a Britney e a Christina Aguilera. Sua matriz era mais poderosa, e vinha de antes de Madonna. Inclusive ela mesma sabia… E todo mundo teve certeza que ela era uma Tina Turner nitroglicerinada quando Single Ladies foi lançada.

Com maiô, duas dançarinas ao seu redor e uma coreografia enérgica – e mais nada – Beyonça fez o clipe mais copiado de 2008 e de 2009 também! Um monte de versões surgiram na internet, inclusive com alguns famosos. Ela tinha feito mais um hit que iria agitar a pista tanto quanto Crazy in Love.

Conclusões

Beyonça tem uma mãe de gosto extravagante que faz roupas e tem uma marca (que chama House of Dereon, vai vendo…), uma irmã doidinha que está mais pra Lady Gaga do que pra Beyonça e que também canta (e que é ótima e divertidérrima, a Solange), não é magérrima (aliás, pelo contrário, tem mais curvas do que o showbusiness ousou permitir em uma supercelebridade pós era do heroin chic). Não é muito chegada em badalações – você não vê foto de paparazzi flagrando a fofa se acabando em uma festinha. Aliás, é supercomprometida e, ao que tudo indica, superfamília.

Com tantos fatores que podiam dar errado, parece meio estranho que tudo dê certo. Mas pra mim é tudo muito simples: Bee tem música boa no repertório. E não adianta tentar produzir uma superstar com músicas ruins. Não funciona. Não dura. Eu acho, por exemplo, que a Beyonça no fundo é tão certinha que nunca se permitiria ir na Balada Mixta, porque é de quinta-feira. Mas tudo bem, a gente vai na Balada Mixta por ela e dança as músicas dela.

Jorge Wakabara é jornalista e surpreendentemente não sabe a coreografia de Single Ladies. (NÃO SEI MESMO!)

Coluna: #mixedfeelings #0

lu_obiniskiQuando recebi o convite do Pedro Beck pra integrar o time de colunistas (oi, na verdade é uma dupla, eu e @wakabara) aqui, fiquei insegura. Eu já sou insegura por natureza, mas queria ter certeza que o Pedro tinha me chamado porque gosta de mim como mulher heterossexual (haha), e não por amizade.

Aí que foi justo essa insegurança que me deu inspiração pra essa primeira coluna. Eu realmente tô cansada de gente que faz carão o tempo todo – ou, pior, tenta sem sucesso. acho que todo mundo tem direito de se produzir e sair de casa achando que está LINDA de vez em quando (ou sempre), contanto que isso não seja sua única preocupação na vida (#ficadica). E sentia cada vez mais falta de uma festa onde todo mundo pudesse ir pra se divertir. De jeans e camiseta ou montado, mas que a preocupação geral não fosse ficar ‘medindo’ a roupa dos outros.

Porque, assim, eu sou essa pessoa. Não tô sempre linda, com a melhor roupa, com um look incrível, com make perfeito. Mas eu leio (menos do que gostaria), assisto filmes novos e antigos, saio pra comer com amigos, vou a exposições de arte e OUÇO MÚSICA indie e POP, que ninguém é de ferro. E prefiro ocupar meu tempo dessa forma. Quando eu cheguei na Balada Mixta (com look incrível, decretado por Jana Rosa, porque eu tava numas de me arrumar), rolou um ‘mixed feelings’ (no pun intended) se o povo ia ficar no carão ou ia se jogar como se não houvesse amanhã. Ainda bem que todo mundo escolheu a segunda opção, cantou com força hits do Backstreet Boys e não ligou que a Katylene tocou três Britney em menos de uma hora. Eu amei. Mesmo acordando atrasada no dia seguinte e passando o dia feito zumbi.

E espero que a Balada Mixta fique cada vez mais assim. Povo alegre, cantando e dançando pelo simples prazer de ser feliz, voltando pra casa antes do que gostaria, porque ainda é quinta, mas não reclamando da ressaquinha na sexta. Porque se divertir cansa, mas vale a pena. Carão só cansa.

Luciana Obniski é jornalista e, no dia da foto, estava montada.


Balada Mixta

Mensalmente no Estúdio Emme (Pedroso de Morais, 1036, Pinheiros). MUITA música POP! Mande seu nome para a lista amiga (R$ 25) e venha se jogar na pista com Katylene, Pedro Beck, Pomada e seus convidados: baladamixta@gmail.com