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Coluna: Konichiwa, bartender #4

jorgeE quando a gente sabe que não vai numa Balada Mixta?

Pois é o caso. O colunista que vos fala faltará pela primeira vez no culto porque está trabalhando – na quinta, estarei em BH cobrindo Minas Trend Preview e aproveitando pra acompanhar o Eletronika, festival de música da cidade que vai ser bem legal, tem Anoraak no line-up e tudo!

Mas aí é com tristeza que digo que não vou. E pensando num tema pra coluna de hoje, uma vez que estou em Brasília (vou direto da capital federal pra BH) me preparando pra ir numa festa de Halloween (essa coluna foi escrita no domingo) de oncismo (consiste em uma máscara de onça mais macacão e bota pretos), pensei… por que não falar de Brasília? Dessa noite brasiliense lhinda?

Sei muito mais do passado da noite de Brasília do que do presente. E vou comentar os 4 lugares onde a Balada Mixta poderia acontecer por aqui:

1) Landscape: o seu, o meu, o nosso. Foi no Landscape que aconteceu o histórico show brasiliense d’Os Princesa em que nada deu certo e tudo deu certo, e que eu quebrei uma pia – desculpa, donos do Landscape, juro que não estava com aditivos químicos nem tive um acesso de fúria, foi sem querer. Foi no Landscape também que eu fiz a minha maior jogada de marketing: me joguei no chão. Literalmente. Tenho uma técnica pra cair – mas o meu condicionamento físico não é mais o mesmo, então não me peça pra fazer de novo. Lembro bem que um das vezes que caí no Landscape a Isabela, irmã da Fernanda Ferrugem, me perguntou enquanto eu ainda estava deitado: “Você desmaiou ou é uma performance?”. Ela não deve se lembrar, mas eu lembro.

2) Gates: onde acontecia (acontece?) a famosa Quarta Vinil, que só toca vinil. Não me lembro bem o que aconteceu lá, mas eu caí por lá também. E recordo vagamente de ter feito amizade com alguém que nunca mais vi na vida.

3) Dulcina: puta que pariu. Esse teatro desativado é uma balada gigantesca. É como se pegassem a batcaverna da Vila Madalena e colocassem um teto nela inteira e dissessem: “Isso é um teatro desativado, vamos fazer balada aí dentro”. Tipo, você entra, tem uma pista, aí tem um corredorzão, aí outro, aí outro, aí outro, e até você chegar no fim você está em Lousiana. Ou Luziânia. Enfim. Foi lá que eu fui falar com a MariMoon e ela me ignorou. Mas tudo bem, tinha um monte de gente falando mal dela na pista, e não de mim. Sabe que ela até que toca bem?

galleria4) Galleria. Now you’re talking my language. É lá que eu vou hoje. Já me contaram que tem rato correndo na pista. E que ampliaram – pegaram um puteiro que tinha na frente e estenderam. “Agora tem até piso!”. O Galleria é uma mistura de todas as baladas underground de SP com o charme de ficar no Conic, bem no centro deteriorado de Brasília, perto de onde tem traveco. O João Marcelo já foi uma vez pra lá e bem diloko passou no meio dos travecos porque desceu do táxi do lado errado. Vai daí que…

Brasilienses: contratem a Balada Mixta. E tem que ser o pacote – leva a turma.

Jorge Wakabara adora Brasília, Oscar Niemeyer e Legião Urbana. Mesmo.

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Coluna: Konichiwa, bartender #0

jorgeOi, primeira coluna, né? Quando rolou o convite de escrever aqui fiquei meio assim porque não sabia do que falar. O Pedro me disse que podia falar do que quisesse – mas é esse problema, quando a redação é tema livre tem tudo pra sair uma merda. E enfim, a primeira Balada Mixta nem aconteceu, não sabemos a carinha dela – a promessa é de coisas boas! – mas não tinha referencial nenhum além desses três:

– O Pedro Beck, mas não queria falar do Pedro Beck, já basta ele ser leonino;
– A Katylene, mas não queria falar da Katylene, já basta ela ser taurina e tatuada;
– e a Funhouse em si – qual será o signo da Funhouse?

Aí então o tema dessa primeira coluna é a Funhouse, e o tema das próximas colunas pode vir da própria Balada Mixta (coisas que vi, que ouvi, que pensei por lá) ou das atrações. Combinado?

Bom, a Funhouse é um lugar muito importante pra mim. Sei que a “publicidade” Balada Mixta procura afastar a imagem rocker da Funhouse pra assumir um lado mais pop, mas a verdade é que sempre me atraí pela Funhouse (que a gente chama carinhosamente de fãnhózi) por causa do lado rocker dela. Era o local onde eu ia ouvir Pixies de quinta-feira pra aparecer ressacado no dia seguinte no trabalho. Viu? Algumas coisas não mudam! É isso que a gente vai fazer no dia 11!

Bom, existiram pra mim três fases da Funhouse (deve ser diferente pra cada um, tô falando do meu caso específico). Na primeira a gente ia, dançava músicas de bandas que a gente desconhecia – Da Escócia? Da Islândia? – e cometia delitos do tipo levar um gravador de fita pra balada e fingir que era repórter de uma rádio. Eu e Ana Laura já entrevistamos algumas pessoas na Funhouse. Sério. Nem sei onde está essa fita. Na época, que me lembre, não existia nas imediações nem Exquisito, nem Leblon, nem Geni, nem nada.

Na segunda fase nós (Ana Laura, Bia Bonduki e eu) tínhamos uma banda, Os Princesa, e o show da Funhouse foi um dos melhores que a gente já fez. Nós abrimos pro Bonde das Impostora – foi isso? Eu estava muito bêbado, não lembro direito. Sei que quase entrei em coma alcoólico no palco antes do show começar e escondi uma cerveja de mim mesmo atrás do retorno, depois reencontrei a cerveja no meio do show, depois apareceu uma menina com o cabelo enoooorme e um casaco de pelos enooooorme que simulou sexo oral em mim, depois ela estava do meu lado no palco (?). Depois a gente descobriu que ela se chamava Miki e era americana – ela virou nossa amiga. Dizem que nós estávamos ótimos no show – não me lembro de quase nada, como vocês podem perceber. Até hoje tem gente que chega e pergunta: você não era de uma banda que fez show na Funhouse? Bom, melhor eles lembrarem de um dos melhores shows.

66170978_0254c71099_oEu, Jorge Wakabara em versão irreconhecível

A terceira fase é a que eu dava umas escapadas pra Funhouse escondido de todo mundo com a Monayna (que não tem Twitter). A gente ia – na quinta-feira! – pra OUVIR PIXIES. Não íamos pra paquerar, nem pra conversar. Ficávamos dançando e bebendo caipirinha – e de algum jeito aquele chão xadrez aquecia os nossos coraçõezinhos saudosos de baladas que tocavam Pixies… e bandas desconhecidas da Escócia e da Islândia.

Bom, o mundo gira. Tem também a quarta fase, de agora, que a gente vai pra Funhouse e pode ouvir Lady Gaga – sacrilégio ou novos tempos?

Acho que a Funhouse é geminiana.

Jorge Wakabara é jornalista e te ama.


Balada Mixta

Mensalmente no Estúdio Emme (Pedroso de Morais, 1036, Pinheiros). MUITA música POP! Mande seu nome para a lista amiga (R$ 25) e venha se jogar na pista com Katylene, Pedro Beck, Pomada e seus convidados: baladamixta@gmail.com